Saciai-vos na Fonte perene
- Maxwell Guedes

- 17 de mar. de 2017
- 2 min de leitura

Lectio Divina a partir do Evangelho segundo João
(Jo 4, 5-42)
O encontro de Jesus com a samaritana desperta nosso olhar para aquilo que é o desejo do próprio Deus: reunir todos os povos nele. Não podemos ter uma verdadeira intimidade com Cristo, Fonte de água viva, se recuamos da possibilidade de ter este contato com Ele. E é o próprio Jesus que provoca esse diálogo com aquela mulher, para manifestar sua glória entre aqueles que eram mal recebidos entre os judeus.
Este desentendimento entre judeus e samaritanos se mostra um problema tão antigo e tão atual: a religiosidade. Algo que deveria servir para aproximar as pessoas, acaba se tornando motivo de separações e irrisões. O evangelho mostra este aspecto, pois a referência que os versículos quinze ao dezoito fazem ao marido, na verdade remete a Baal, nome da divindade adorada pelos povos cananeus, entre outras comunidades antigas, e que era utilizado para designar os falsos deuses, cujo culto também era dirigido pelos samaritanos.
A experiência do encontro com Jesus, faz com que a mulher olhe para dentro de si e para sua vida e reconheça sua fraqueza e sua necessidade de uma conversão sincera para a verdade. Ela vivencia uma prática própria da espiritualidade quaresmal, conduzida por Cristo a um profundo exame de consciência. Por sua vez, Jesus mostra a mulher que esta mudança é possível, se o coração está pronto para acolher a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, de tal modo que esta Palavra se torne nela “fonte de água jorrando para a vida eterna”, e assim ela possa nascer de novo para o verdadeiro Deus. É uma experiência que esta mulher abraça com amor, pois, logo que os discípulos chegam, a mulher corre para anunciar a todos aquilo que o Cristo lhe havia dito à seu respeito. Ela reconhece o Messias diante dela e não contém em si tantas graças.
O evangelista relata que muitos samaritanos acreditaram em Jesus pelo testemunho da mulher. Nós também, como cristãos, somos convidados a dedicar nossa vida em fazer Jesus conhecido e amado. A nossa vida, deve ser em função da vontade daquele que nos criou e nos conduz. Nosso testemunho de vida, deve fazer com que os outros tenham uma aproximação de intimidade com Jesus, o Messias, e por fim, testemunhem também eles. Todos os homens são chamados à experiência de uma vida alicerçada na doutrina pregada pelo exemplo de vida do Mestre: Jesus.




Comentários