Um Deus persistente
- Maxwell Guedes

- 12 de mar. de 2017
- 2 min de leitura

Depois de passear na história da humanidade, com o desejo de libertar o seu povo da escravidão do pecado e do domínio dos poderosos – quando convida Abrão a deixar sua terra e lançar-se com uma firme expressão de fé numa nova terra; quando orienta Moisés a libertar o seu povo do Egito e coloca-os no aconchego da terra prometida – vendo que, apesar de todo esforço, o povo insiste em caminhar ainda no pecado, Deus envia o seu Filho. Em Cristo vemos plenamente a expressão do amor do Pai.
Ao transfigurar-se diante dos discípulos, Jesus revela a glória do seu poder sobre o pecado e a morte. Os discípulos podem experimentar naquele monte o resplendor da vitória pascal. Jesus se mostra num aspecto novo, que nos convida à conversão verdadeira do nosso coração. Na presença de Moisés e Elias, o Cristo representa a plenitude da história da salvação da humanidade, da qual também eles foram instrumentos na mão de Deus.
Ao manifestar-se a voz do Pai, exortando os discípulos a escutar o seu Filho amado, este já não se encontra mais na presença dos profetas, para mostrar que ele é a perfeição da Lei. O verdadeiro discípulo é aquele que escuta com o coração aberto a voz do Cristo, que ressoa a palavra do Deus verdadeiro. Pedro, Tiago e João tiveram uma grande experiência de intimidade com Jesus, de forma que nós também, como discípulos, devemos buscar tê-la.
Reconheçamos, como Paulo, que em nossa vida tudo é conforme a vontade do Pai. Nada daquilo que é feito em nosso favor é mérito de nossas obras, mas por graça e infinita bondade de Deus, que é persistente e não se cansa de tentar aproximarmos do seu coração amoroso. O próprio Jesus expressou essa vontade: “ Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós [...]” (Jo 17, 21). Devemos também nós, nutrir no coração esse desejo divino de sermos um com Deus.






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