Eucaristia, nosso troféu!
- Sem. Christian Deivisson

- 3 de ago. de 2019
- 3 min de leitura
Atualizado: 3 de ago. de 2019
Por que muitas pessoas têm tanto tempo para o trabalho, faculdade, amigos, shoppings, praias, academia e entretenimentos, e para a Santa Missa nunca têm tempo? É certo que, uma senhorinha que nunca gostou de esportes ficaria extremamente entediada em uma partida de futebol. Ela poderia, inclusive, ficar entediada por dois motivos; o primeiro, por não conhecer as regras do jogo. Ver um monte de homens correndo atrás de uma bola não faz muito sentido para quem não sabe o que está acontecendo. O segundo motivo, ela até poderia conhecer as regras, mas poderia se entediar por não ver muito sentido ou ver o troféu do campeonato como um motivo insuficiente diante de tanto esforço dos jogadores.
Da mesma forma a Santa Missa. O mais comum é encontrar pessoas chegando atrasado, vindo com roupas inadequadas, usando celular durante a celebração, conversando assuntos aleatórios enquanto o padre prega a homilia, reclamando de sentar e levantar várias vezes. Tenho para mim que também por dois motivos essas pessoas se entediam ou não dão tanto valor à Missa como deveria. O primeiro, assim como a senhorinha, não conhecem as regras da Missa, ou a sua Liturgia, e por isso elas vêem a Santa Missa algo sem sentido, algo chato, entediante. O segundo motivo, até poderiam conhecer as regras do jogo, ou como disse, a Liturgia; digo, conhecer cada momento, saber o que está acontecendo. Mas, mesmo conhecendo a liturgia, as regras, as normas, os movimentos de cada momento, não encontraram, ainda, o sentido sublime da Santa Missa, ou seja, o seu Troféu.
Muito mais do que o troféu, um campeonato de futebol, tem por trás, a história de cada clube, de cada jogador, suas conquistas, seus momentos difíceis, crianças que cresceram se dedicando ao clube e deixaram seu nome na história do futebol. Então os jogadores quando correm em busca de um troféu, estão na verdade fazendo memória a toda a história do clube, e assim como outros jogadores do passado, eles querem deixar seus nomes na marca histórica dos clubes vitoriosos.
Da mesma forma a Missa, muito mais do que a liturgia ou as regras, normas e o senta levanta, ela tem toda a história de milênios, de gerações e gerações, de vitórias e momentos difíceis, de Deus, com sua infinita bondade e misericórdia, manter uma aliança e dar gratuitamente sua salvação a seu povo. Na Missa, torna-se presente a morte de Cristo na cruz, e sua ressurreição. É o sacrifício do Cordeiro da nova e eterna aliança pela salvação do seu povo, ou seja, nós. A Missa é essa doação de Deus, onde Ele dá a si mesmo para remir os nossos pecados, e nos fazer habitar em seu Paraíso, e gozar de todos os dons celestes junto com seus anjos e santos, sem mérito nenhum de nossa parte.
E quando celebramos a Missa, estamos sim em busca do troféu, que é a Eucaristia. Os jogadores correm em busca de um troféu corruptível, mas nós buscamos um troféu eterno. A Eucaristia é o próprio Deus que se deu a nós, e nela podemos adentrar no paraíso de Deus e n’Ele se alegrar.
Depois que conhecemos a Missa, a história da salvação, o valor do troféu que é a Eucaristia e todo o sentido espiritual que está envolvido nessa celebração cheia de símbolos, aí sim mudamos nossa prioridade em relação a ela. Então veremos mais pessoas chegando mais cedo, se vestindo melhor, prestando atenção às palavras do padre, se concentrando e rezando devotamente em toda Missa. Assim como os jogadores se preparam para uma final de Copa do Mundo, assim seremos nós, nos preparando para receber o maior troféu que o mundo já viu. O próprio Deus!
Sem. Christian Deivisson
Maceió - AL
31/07/2019





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